Product was successfully added to your shopping cart.
0item(s)

Nenhum produto no carrinho.

Direção Ascendente

Itens 1 para 10 do 43 total

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5

Môsagrado, qué vêsh o manezinho irritado, falando másh dijero que o normal? Tem coisa que o vivente fica tão puduscórnu que só dando com o rufo da tarrafa pra ver se acalma, né ô? A gente fez uma lista das coisas que tiram o mané da Ilha do sério. Tu tásh de acordo?

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

1. Falar mal de Flonópsh

Tu já visse o mundaréu de gaúncho, de paulista e coisarada que tá se mudando para cá? O mundo é assim, tem até uns quiridus que vem dos states, talicôza.

Agora, o que não dá pra tolerar é nativo mala e cara que decide vir pra cá ficar descendo a lenha de graça na nossa cidade. É que nem falar mal da mãe: aí apelasse não tem?

Dixpara!

Tem problema? Um mundaréu, másh se tu mas se não ajuda não atrapalha, ixtepô!. Só reclama? A saída é bem facinha môquiridu

A dica é essa: Colombo Salles é aquela que tu sais da ilha. Fim de tarde, vai degavarinho másh vai!



2. Dizer que Florianópolis não tem cultura 

Ah, para né ô? Se a gente citasse o Boi de Mamão, as rendas de bilro, a pesca de arrasto, as casinhas de Ribeirão e até o manezês já arrombava esses relos que dizem isso. Másh a gente ainda tem um mundaréu de bandas, de grupos de teatro, atores, tem tradiçõnsh como a corrida de São Silvelho que tu só encontras aqui.



3. Reclamar do Dazaranha 

Quiridu, reclama dos Beatles aqui mas jamásh, jamásh fala mal ta banda do Moriel, do Chico, Adauto, Fernando, Gerry, João e coisarada. Como é que tu vásh reclamar de Vagabundo Confesso e Salão de festa a vapor? Rapázi, o Daza, além da raça que vai nos shows, já ganhou até prêmio nacional. Isso é patrimônio manezinho!

 

4. Pagar preço de turista o ano todo 

Passa a temporada e os excomungados que aumentam os preços para ganhar o ano inteiro no verão, por preguiça,olho gordo ou tudo junto, não tem pena nos manezinhos e mantém os preços lá no alto. Resultado? Manezinho paga "preço de turista" durante todo o ano. Seus olhudos! Aí depois vem reclamar que as lojas e os restaurantes ficam as moscas no inverno. - Os locais só comem pirão em casa! Também né ô, aí não me agradas.

 

5. Argentino mazanza no trânsito 

Quiridu, os hermano trazem plata, talicôza, agora, vô te dizê-te pra ti: como tem alguns que fazem lambança no trânsito né ô? Largam os carros no meio da rua, trancam estacionamento e alguns até esquecem a mulher em posto de gasolina. Não são todos, mas ô, tem cada um que medêshducéli, né?

 

6. Virar o tempo de revesgueio no dia que saísse sem guarda-chuva nem casaco 

Saísse de manhã, tava altos sóli, aí deu 5 da tarde, um vento, um vento, um vento no Ticen e aquela chuva que te ensopa até as cuecas. Primeira coisa que tu fásh é xingar o Puchalski - como se a culpa fosse dele. olhó-olhó!

 

7. Ouvir gente de outras partes do Brasil dizendo que no sul é tudo gaúcho 

Ah para né, ô? Dissetôlu. O estimado lá de cima não tem obrigação de saber, mas não precisa escangalhar. Aqui é manezinho, barriga-verde, de Flonópsh, catarinense, mas ô, sh, ei, dá um neiovoso né?

 

15/08/2017 23:17:19 Por Rodrigo Stupp manezinho, irritado, florianópolis, 46 Comments Geral,

Nossa Ilha da Magia é cheia de histórias, de encantos, mas tem coisas que vou te dizer-te pra ti: o cara não se acredita no que tá vendo.

Além de bruxas, de feiticeiras, tu já visses que tem coisas na geografia e nas rochas de Florianópolis que são, com toda certeza do mundo, criaturas petrificadas? Tu já visses o Dragão adormecido da Praia Mole? e a Pedra do Cachorro, no Costão dos Ingleses?

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

Arte: Gabriel Ghenther (Grupo NC)

Dragão da Praia Mole

Na Praia Mole, se tu olhas pra direita, dá pra ter uma ideia. Mas o melhor jeito de ver o Dragão adormecido é a partir da Trilha da Galheta, ou ainda mais acima, da Trilha da Boa Vista, que começa lá na Barra da Lagoa.

Nessa arte cedida pelos estimados da Hora de Santa Catarina, dá pra ver bem certinho a fuça do dragão, o pedaço dos olhos e como o bicho que cospe fogo parece que tomou nescau morninho de tão tranquilo.

 

Foto: Rodrigo Stüpp / Arquivo Pessoal

Índio entre Mole e Galheta

Do outro lado (à esquerda, bem nas rochas que separam a Mole da Galheta, tem outra lenda: tu já reparasses no índio deitado?. Dá pra ver as penas na cabeça, um pedacinho da tanga e até os pés. Tem uns malinos que dizem até que o índio tá excitado. Zagerados!

A origem dessas lendas? Quiridu, nem o Gelci Coelho, o Peninha, sabe direito. O próprio Franklin Cascaes, maior Folclorista e pesquisador da cultura mané da história, via coisa em cada canto.

Foto: Diego R. Valim / Arquivo Pessoal

Pedra do Cachorro

Essa é menos conhecida. E o estimado só vê o papa-ovo (cachorro sem raça) saindo dos Ingleses, subindo pelas pedras e caminhando em direção à Praia Brava. Pra chegar na Pedra do Cachorro, são uns 25 minutos caminhando e tem que ficar ligado porque né, quiridu, é costão. Tu consegues ver o focinho, as orelhas, as patas da frente e de trás? Dimásh, nê ô? A gente bem que poderia chamar de Pedra da Bucica

 

 

Foto: Diego R. Valim / Arquivo Pessoal

E tem as Bruxas de Itaguaçu

As mais famosas criaturas de Flonópsh são as Bruxas de Itaguaçu. Ali, segundo uma lenda contada pelo Peninha, o braço direito de Franklin Cascaes, as bruxas resolveram fazer uma festa mas não convidaram o diabo. Furioso, o tinhoso petrificou todas as criaturas que estavam ali.

Tu não te acreditas? então olha só as bruxas de chapeú ali. Ou tu acha que algum manezinho ou qualquer outro ser iria fazer um esforço desses só pra colocar a pedra pequena em cima da grande?

É tocar o Rancho de Amor à Ilha e o manezinho se enche de orgulho, lembra da infância, canta mentalmente e dá aquele sorriso que chega a doer os carrinhos de tão aberto. Essa é a principal referência que um mundaréu de gente tem do Cláudio Alvim Barbosa, o Zininho, autor da canção composta para um concurso em 1965 e que virou Hino de Florianópolis. Na semana em que o estimado Zininho completaria 88 anos, a gente te conta um pouco másh sobre ele.

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

Ídolo manezinho, não nasceu em Florianópolis

O estimado é reconhecido como compositor da cidade. Pra cantar tanto amor pela Ilha, era de se esperar que fosse manezinho, né? Pôsh não é que o quiridu nasceu em Três Riachos, ali em Biguaçu? Aliásh, tu já lesse o nosso post Quatro “falsos” manezinhos que a gente adora?

Zininho veio pra cá guri pequeno, se criou no Centro ali pelos lados do Rio da Bulha, ali pra rua Menino Deus.

Zininho? Que apelido é esse?

Tudo bem que manezinho é bom de colocar apelido. Mas já te perguntasse porque ou como o Cláudio Alvim Barbosa virou Zininho? É que, por muito pouco, o estimado não foi batizado com o nome de Orzino. Aí a turma não perdoou e ele virou Zininho desde muito cedo.

 

Escreveu muito, muito másh côza

Se te perguntarem uma composição do Zininho, tu vásh claro citar o Rancho de Amor à Ilha. E tu consegues dizer másh uma, duas, estimad@? Essa é sim a másh famosa, mas o Zininho tem másh de 100 composições. A maioria delas

Neste link tem algumas composições gravadas no Teatro Álvaro de Carvalho em um show wspecial. Carca o dedão no play e descobre um pouco mais da obra do Zininho. A música Largo 13 de Maio, por exemplo, fala um pouco da infância do estimado.

 

Um documento que virou música

Uma das másh curiosas, Miramar, era uma carta do Zininho para o prefeito da época reclamando da derrubada do monumento Boêmio em 1974. O ofício foi adaptado. Diz um trecho:

 

"Senhor prefeito

Por favor, mande recuperar

O nosso velho e querido Miramar"

 

Outras profissões

Zininho era boêmio, poeta e compositor. Mas fez um mundaréu de coisas. Ficou conhecido como o “Gentleman do Samba” quando ganhou programa Semanal na Rádio Guarujá, na época que rádio tava o auge e a raça nem tinha ouvido falar de TV ainda.

Tu tens que ver a quantidade de anúncio de rádio que ele inventou e gravou. Tem algumas delas no acervo  na Casa da Memória, em Florianópolis (ali do Ladinho da Catedral). Lojas que o manezinho conhece bem. Chegou a gravar piadas para a Telesc, daquelas que o cara ligava pra dar uma risada, não tem?

 

Foi  taxista

Mas o Zininho teve barbearia, loja de discos e chegou a ser taxista. Foi aí que ele conheceu o jornalista Manoel de Menezes (pai do Cacau Menezes). Zininho e Manoel viajaram juntos por um mundaréu de lugares com histórias que se o cara for contar, ninguém se acredita!

 

Um cara de sorte

Além de ter altos talento, o Zininho era um cara de sorte. Tu te acreditas que em 1961 ele ganhou uma dinheirada em um sorteio do Governo do Estado?

 

Tour sobre Zininho

Pra aprender mais sobre Zininho, fica de olho na página do Guia Manezinho. No final deste mês, dia 27, vamos fazer um tour pelo Centro de Flonópsh pra contar um pouco da vida do Zininho passando pelos lugares que ele frequentava!. Fica com o bagão do olho aberto porque as vagas são limitadas.

09/05/2017 08:35:36 Por Rodrigo Stupp 181 Comments Geral,

Entre um fim de tarde laranja, rosa e com cores intensas e uma manhã de de céu azul, José Cipriano da Silva, o Cipriano, pintor, desenhista, josefense, manezinho de coração, nos deixou aos 81 anos. Ao ver imagens como as desse post, tu provavelmente vais reconhecer não só os lugares, mas os traços que parecem fotografia. Já deves ter visto muita coisa dele por aí

O Cipriano vai ser lembrado por muita gente pelas cerca de 500 obra catalogadas, pelo traço que, olhando à primeira vista, parecia uma fotografia de tão preciso. As fortalezas históricas, os casarios luso-brasileiros, as muitas igrejas e pontos tradicionais como o Mercado Público de Florianópolis e o Centrinho Histórico de São José foram retratados e viraram livros.


Em uma conversa que tivemos há alguns meses, ele me contou que tinha passado um sufoco em 2012 com uma bactéria que pegou no hospital após uma cirurgia. Por isso ele agradecia estar vivo e fazia questão de seguir pintando, e pra manter a forma, caminhando e correndo.


Virou artista depois de aposentado

Só em 1996 o Cipriano (Nascido em 1935) virou artista plástico. Antes ele trabalhou boa parte da vida com execução de obras - Ele arrombava em desenho arquitetônico - era o cara da cidade. O melhor exemplo: foi o Cipriano que detalhou o projeto do Lagoa Iate Clube, o LIC - a ideia básica foi do Mito / Monstro Oscar Niemeyer. Aprendeu a desenhar num curso de Carpintaria Naval na antiga Escola Técnica ETFSC, hoje IFSC.

Guri pequeno, ele escreveu histórias em quadrinhos com uns 13 anos - elas foram publicadas no Jornal O Estado. A família dele chegou a ter restaurante no Mercado Público e na parede - adivinha - tinha um baita de um quadro do estimado Cipriano. Ele dizia que a cidade tava crescendo muito e ele queria voltar ao passado e registrar o presente com as pinturas.



As nossas lembranças
A obra fica, será lembrada por muitos anos e isso é fato. Mas tem a lembrança emocional, de quem se lembra da fala mansinha, da alegria de encontrar os amigos. Eu conheci o Cipriano em 2002, quando ainda estudava Jornalismo e era estagiário no Jornal O Estado. Na época, o Cipriano estava lançando o livro Igrejas de Florianópolis. Fui até a casa dele para entrevistá-lo, tomamos café e ganhei um livro de presente. Uma das primeiras entrevistas, é claro que ninguém esquece!

Corremos a última São Silvelho
Nos encontramos raras vezes depois disso, quase sempre em exposições dele. As últimas foram em Santo Antônio de Lisboa, na Corrida de São Silvelho. Ele correu sozinho e venceu a categoria +80. Eu, guri novo, tive que correr com a Maricota nos ombros, num calor que beirava os 38oC. Rimos juntos da inusitada solução, pouco antes de começar a prova.

Relembramos aquela entrevista, que ele disse ter guardada, e ficamos de marcar uma nova visita ao ateliê dele. Como era dia 31 de dezembro de 2016, acertamos que não seria apenas promessa de Ano-novo. Ele tinha aberto, alguns dias atrás, uma exposição no ateliê dele, no Centro. Tentamos marcar duas vezes e não conseguimos encaixar os horários.

 

Conversa com ele
O Cipriano tinha uma casinha ali em Cacupé. Um dia ele me contou que Santo Antônio de Lisboa, ali do ladinho, e onde acontece a São Silvelho, era um dos lugares favoritos pra ele pintar, e que ele tinha mais facilidade. Me disse mais ou menos assim

“Rapaz, eu vou no lugar, olho, ando, procuro, fico namorando o espaço até achar um ângulo diferente. Aí eu desenho e vou depois para o ateliê pra fazer a obra”.

Ele também fazia pesquisas fotográficas, em jornais, talicôza, pra poder retratar na pintura uma cidade que não existe mais. Altos, né?

Um querido!
Um abraço na família. Deixa saudades e uma referência gigante pra gente, estimado Cipriano!

 


O dia da mentira não foi inventado por um manezinho. Mas môquirido, pode ter certeza que foi aperfeiçoado por esses estimados que começam com uma história verdade másh aumentam tanto, tanto, tanto que pra acreditar, ó, tu tens que tar batendo os costados.
Dijaôji chamam de Stand up, não sei mági o que. Mas pra tu rir, senta do lado de um manezinho bom de história, de mentira e só fica de butuca!

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

Testemunha
Tem roda de pescador esperando lanço de tainha? Estimado, te aprepara porque lá vem mentira de manezinho! Tirôso que é bom tem testemunha, e invoca sempre o estimado ou estimada pra confirmar a história “prá não deixar mentir sozinho”.

Outro dia, a gente até falou que se existissem as olimpíadas manezinhas, contador de mentira seria uma das provas mais importantes dos jogos manés

 

Pendura o coleirinha
Quando tem uma rodinha de três, logo chega mais um, procura um lugar pra pendurar a gaiola do coleirinha ou se cara for moderno, um lugar pra amarrar a bucica. Aí vem histórias que nem essas quatro histórias que a gente já ouviu pelaí pela Ilha de Santa Catarina.


1. Quando tu ver, já foi!
Tem uma do Seu Marte, tiroooso conhecido do interior da Ilha. Um dia ele passou dijerim, dijerim pelo bar, os estimados dizendo “O marte, para aí, môquirido, onde tu vásh nessa puada? Para um pouco aqui e conta uma história pra gente”. O Marte, malino, nem diminuiu o passo e já deu-le no meio: “não posso, tenho que correr atrás do meu sabiá que fugiu carregando gaiola e tudo”.

2 Que nem cavalo
Teve um tempo, antes ainda de ter mangueira e muito menos caixa d’água, que a água vinha dos morros guiada por bambus que eram encaixados um no outro e amarrados. Pois um dia deu um problema, o seu maneca teve que tirar os bambus que tavam velhos. Mas tu te acreditas que mesmo assim a água continuou descendo o morro, fazendo a curvas bem dereitinho? “É que a água acostumou, que nem cavalo que conhece o caminho, não tem?


3. Pescaria com hora certa
Ali mesmo perto da Ponte Hercílio luz dá uns meros, ums bagres de uns quase 100 quilos. Dia desses, o Sebastião pegou um, na linha mesmo, um baita. Quando o Sebastião abriu a barriga do Mero, não é que tinha um relógio de parede, e marcando as horas bem dereitinho? 15 pras 4!


4. Túnel do continente pra Ilha
Essa fásh tempo, mas é verdade: da época que a Ilha tava assim de roça de mandioca. Dava cada uma nega-velha de grande. Tão grande, mas tão grande que chegavam a fazer túnel debaixo da terra: uma mandioca ia ali perto do Estreito até ali perto da beiramar.

Mas grande mesmo era a que plantaram na Ilha do Campeche e chegou no continente. Era tão grande, másh tão grande que dôsh tatu chegaram a atravessar da Ilha pro continente só no buraco da raiz. Tu te acreditas?

Até a semana que vem, môsquiridus!

29/03/2017 00:44:54 Por Rodrigo Stupp 7 Comments Geral,

 

Tu és manezinho, comedor de pirão com tainha frita, sabes cantar bem dereitinho o Rancho de Amor à Ilha. Aí um estimado chega pra ti e pede uma dica livro pra aprender mais ainda sobre a cidade. Não vais ter cara de dizer que ele te-arrombou-te todo, né, môpombo? A lista de sete livros essenciais praaprender muito sobre Florianópolis, criada pelo Guia Manezinho Rodrigo Stüpp, titular do blog.

Quase todos os livros dessa lista tão esgotados. Então, môquiridu, tens que buscar em sebos (tem online como a Estante Virtual) e aproveitar feiras de livro em Florianópolis e buscar editoras como a Editora da UFSC. Se fores procurar direto, te atraca quando achares porque é coisa rara!

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?



1. Nossa Senhora do Desterro - Notícia e Memória (Oswaldo R. Cabral)

São quatro livros em um só. Todos eles contam especialmente o cotidiano de Desterro, antigo nome de Florianópolis. O escritor, professor e político passou 30 anos fazendo anotações. O estimado fuçou em tudo que era biblioteca, museu, sótão de casa, baú antigo, jornais.

Tem detalhes do cotidiano que te ajudam a viajar muito no tempo e descrever a cidade como ela era há quase 300 anos. Um dos meus favoritos é o trecjo que fala da cidade pouco antes do início da colonização açoriana, lá por 1750.

 

  

2. Florianópolis: Memória Urbana (Eliane da Veiga Veras)

É o livro que vai te fazer viajar pelo Centro Histórico de Floripa, cada rua, cada nome antigo. Como foi escrito por uma arquiteta, tem muita coisa sobre as construções e a ocupação dos espaços.

O índice por regiões, por nomes, te ajuda a ir direto pesquisar o que tu queres. Mas te digo pra ti: é pra ler do título até as letrinhas miúdas, que tem altas explicações. Por ali, tu entendes por exemplo a origem do nome das ruas.

A região da Mauro Ramos, por exemplo, era conhecida como das Olarias. A Felipe Schmidt (que também homenageia um político) chegou a se chamar rua Moinhos de Vento.

 

3. História de Florianópolis Ilustrada (Carlos Humberto Corrêa)

Um ótimo livro pra começar. Tem fotos antigas, pinturas da escola francesa e começa a falar da Ilha de Santa Catarina desde o período das Navegações, quase um século antes da fundação por Francisco Dias Velho.

Tásh ligado um livro pros bacurinhos fazerem uma pesquisa de aula, talicôza? Vai por ali que tem informação bacana sobre praticamente todos os períodos

 

 

4. Retratos à Luz da Pomboca - Aldírio Simões

O mais completo livro de personagens da Ilha já escrito até hoje, e com aquele jeito que só o Monxtro Aldírio Simões sabia fazer. O jornalista e criador do Troféu Manezinho da Ilha entrevistou e escreveu o perfil de gente graúda da cidade - muitos vivos até hoje.

Tem o Zé do Cacupé, o Roberto Alves, o Miguel Livramento, Valdir Agostinho, Zininho, Manoel de Menezes e Brasília Menezes, pai e mãe do Cacau Menezes.

Fora o mundaréu de ex-políticos, alguns que com umas histórias que só pra rir mesmo. São 414 páginas e nada menos que 75 histórias. Môquirido, vásh ler uma atrás da outra!

 

5. O Fantástico na Ilha de Santa Catarina - Franklin Cascaes

Se queres um livro que reúna coisarada das histórias de bruxas da Ilha, é esse. E escrito pelo bruxo, pelo monxtro Franklin Cascaes. São 32 histórias coletadas com anos de pesquisa, morando nas comunidades não só de Desterro, mas da Grande Florianópolis, ouvindo das pessoas mais simples histórias de encagaçar.

Bruxa dando nó em crina de cavalo, chupando sangue de criancinha, roubando barco de pescador, fazendo congresso com o lúcifer e coisarada. Os diálogos são escritos em manezês, que dá uma travadinha pro estimado ler, mas adispôsh que engrena, vai simbora…

 

6. Náufragos e Conquistadores - Eleutério Nicolau da Conceição

Conta histórias que um mundaréu de gente nunca nem ouviu falar. Se tu não tásh ligado, já fez 500 anos que os europeus chegaram na Ilha, como a gente já mostrou num post. O livro do Eleutério é altos porque usa quadrinhos coloridos pra contar tudo pra gente. Ele mesmo fez tudo à mão, pesquisou, coisarada. É altos pra adulto, adolescente e criança. Difícil de achar, mas tem na Biblioteca Pública em Florianópolis.

 

7. Ilha de Santa Catarina - Florianópolis (2 volumes, Gilberto Gerlach)

Entre as pesquisas másh impressionantes e completas que eu já vi. Foram 40 anos fuçando jornais, arquivos, pra fazer altos, altos livro, com fotos, recortes, coisarada. Tem tanto detalhe, tanta coisa que o cara já viaja só olhando as fotos (tem um mundaréu de foto antiga e desconhecida). Ingresso de cinema, recorte de jornal.

São dois calhamaços, capa dura, livro que guri pequeno tem que comer muita farinha pra conseguir levantar de tão pesado. Vale a pena ter em casa pra dar aquela olhada quando tiver alguns minutos ou uma hora cheia.

 

Dispara e procura qualquer um desses. Quanto mais gente souber, mais a história de Flonópsh será valorizada e lembrada.

Até o próximo post, môsquiridus!

 

 

Tu sabias que há 125 anos, a Praça XV de Novembro foi toda cercada por grades e tinha até portão principal? Florianópolis ainda se chamava Desterro quando a praça másh quirida da cidade foi fechada, com portões e uns cafés gourmetizadores em duas entradas. Até hoje, essas grades e até o portão principal seguem espalhados pela cidade, em lugares que tu já deves ter passado em frente, másh nunca te ligasse.

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

Não era pouca coisa: as grades foram trazidas da Inglaterra num momento em que os que tinham o faz-me-rir na cidade queriam, de algum jeito, aparecer ainda mais. A abolição da escravatura tinha acontecido há alguns anos e nomes como João da Cruz e Sousa, que já foi tema de post aqui no blog, ainda lutavam contra o preconceito.


Tanto é que pra entrar na Praça XV, estimado, só se estivesse bem vestido, com sapato de missa e roupa cheia de guéri-guéri. Do lado de dentro, ficavam sentadas as madames com suas mães só vigiando. Os homens da cidade, sempre de chapéu e gravata, passavam de butuca, sempre mandando aquela pedida bem mocozada, só dando uma piscadinha, combinando um sinal.

Enquanto isso, do lado de fora, marinheiros e trabalhadores, e principalmente os estimados que moravam nos morros perto do Centro, como Morro da Caixa e Mocotó, ficavam do lado de fora. Tinha até horário pra sair: o sino tocava 17h nos dias de verão e a raça tinha toda que disparar bem dijerim.

 

Mas afinal, cadê as grades?

Quando foram retiradas, as grades da Praça XV foram espalhadas por lugares que existem até hoje na cidade. Um deles, justamente, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, que fica a uma quadra da praça. Por ironia, a igreja construída pelos negros e para os negros no século 18 - aqueles que não podiam entrar na praça.

Outro destino das grades da Praça XV é bem conhecido dos manezinhos: a maternidade Carlos Corrêa, ali na avenida Hercílio Luz. Dizem, aliás, que os manezinho nasce um nos três “C”: na Carlos Corrêa, na “C”armela Dutra ou em “C”asa.

Ali atrás, na Avenida Mauro Ramos, tem mais uma parte das antigas grades no Asilo Irmão Joaquim, que já é centenário. Um prédio, na verdade fica de “fundos” pro outro.

 

Ali na Praça dos Bombeiros

Ainda no Centro, tem mais uma parte das antigas grades da Praça XV:  na capela do Divino Espírito Santo e no Instituto Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), que ficam coladinhos um com o outro na Praça Getúlio Vargas, que a raça conhece como Praça dos Bombeiros.

 

Já passasse pelo portão e nem visse!

Agora, tu vásh ficar de cara: o portão principal, que ficava ali naquela entrada na frente da Rua Felipe Schmidt, tá num lugar que, no mínimo, tu já deves ter passado na frente: o cemitério do Itacorubi. É, estimado, o portão principal tá lá, até hoje, firme e forte. Foi instalado quase 10 anos depois de as grades serem retiradas.

O São Francisco de Assis (esse é o nome oficial!) foi construído ali em 1925 porque o antigo cemitério da cidade foi todo retirado lá do que hoje é o Parque da Luz, justamente pra construção da Ponte Hercílio Luz.

Ficaram só 21 anos

Entre a colocação, em 1891, e a retirada das grades da Praça XV, em 1912, bastante coisa aconteceu na cidade: passamos de Desterro pra Florianópolis, a antiga sede do governo (hoje palácio Cruz e Sousa) foi toda reformada, novas ruas centrais foram abertas.

Apesar da retirada das grades, frequentar a Praça XV de Novembro ainda era um direito de quem tinha o faz-me-rir. Por décadas, continuou existindo uma separação: os brancos passavam sempre do lado do Palácio Cruz e Sousa e os negros (geralmente, mais pobres) do lado de lá, onde tem a Casa de Câmara e Cadeia e o Correio. Côza triste, né, estimados?

 

Agora é com vocêgi

Agora é com vocês! quando passarem por um desses lugares e lembrarem da Praça, vocês podem até estufar o peito pra dizer que sabem tudo bem dereitinho dessa história.

Até o próximo post, môsquiridus!

Rodrigo Stüpp

Guia Manezinho

 

Já imaginasse entrar no mar durante o Carnaval, com fantasia e tudo? Se tu fizeres isso nos próximos dias, vão dizer que tomasse dôsh gole de água de alambique do Ribeirão da Ilha, que tásh que és um gambá de mamado e não sei másh o quê. Dissetôlu: banho de mar à fantasia era a grande moda do Carnaval em Florianópolis na década de 1930. Tu te acreditas?

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

Quiridu, tava nos jornais da época e tudo. E não era coisa de arrombado, não. Os que tinham o faz-me-rir é que lançaram a moda. Dijaôji, os endinheirados vão pra beira da praia com taça de não sei o que e nem o pé na areia querem colocar. Tu vê, tu vê…

 

Recorte do Jornal O Estado: 27/01/1936

No final da tarde

Naquela época, tomar banho de mar não era uma coisa tão comum. Só mergulhavam de roupa e geralmente de manhã. No Carnaval de Florianópolis, além de tudo, inventaram de tomar banho de mar lá pelas 5 da tarde. Devia ser pra tirar a inhaca toda adispôsh do dia tomando uns negocinhos, né?

Um dos primeiros a organizar um desses foi o Henrique Rupp. Não era guri piqueno, não. Foi deputado três vezes e prefeito uma vez - todos esses mandatos antes de organizar os banhos de mar. Foi ele quem tirou o cemitério público da cabeceira da Ponte Hercílio Luz e criou o do Itacorubi, hoje um dos maiores de Santa Catarina.

 

Foto: Acervo de Gilberto Gerlach / Arquivo Pessoal. 

Tinha até concurso

Se hoje fica todo mundo em cima das escolas de samba, dos blocos de sujos, na década de 1930, o esquema eram os concursos. Os jornais da época botavam pilha e tinha até comissão julgadora. Alguns blocos entravam inteiros na água e tinham rei e rainha de bloco. Tu vê, tu vê...

 

“O recanto não era só um lugar saudável, como de fácil acesso, que regorgitará os banhistas, havendo até linhas de ônibus especiais"

 

As famílias da Capital lotavam, principalmente, a Praia da Saudade, em Coqueiros, para o banho de mar à fantasia. Ali, aliás, era uma das praias másh concorridas da época. Ali do lado, na praia do Müller, a faixa de areia era estreita. 


“Depois, o lodo atolava até a canela”.

 

Um cronista do jornal “O Estado” chegou a escrever, em 1935, cheio de onda pra um dos concursos e ainda exaltou “a qualidade das sereias participantes”. O zolhudo ainda disse que tinha vontade de virar peixe ou Tritão. Que é isso, né, ô?

  Recorte do Jornal O Estado: 06/02/1935

O povão também fazia

Os ricos inventaram, mas a turma que não tem o faz-me-rir sempre dá um jeito de participar. Tanto que, anos depois, começou a acontecer banho de mar à fantasia na praia Rita Maria, que era por ali onde hoje é a Rodoviária - mas naquela época não tinha aterro

 

22/02/2017 11:16:11 Por Mauro Silva 13 Comments Geral,

Môquiridu, sabe quando tu encontras alguém com ideias e objetivos parecidos com os teus, e aí uma parceria começa? É o que tá acontecendo com a Soulvenir e o movimento Sou Bem Floripa, que tu já deves ter visto na TV, nos jornais, nas redes sociais, talicôza. Capaz de tu até já teres tirado fotos em um dos totens do projeto espalhados pela cidade! E vais poder fazer muitas outras agora porque a Soulvenir é a loja oficial dos produtos Sou Bem Floripa. Ixpia! 

 

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

A gente desenvolveu uma linha especial com a qualidade Soulvenir, mas de um jeito exclusivo Sou Bem Floripa, colorido, alegre e com identidade, táli quáli Florianópolis. Dá só uma olhadinha direto na loja virtual

Também tem tudo na nossa loja do Iguatemi Shopping, na Kombucica do Floripa Shopping, na loja do CentroSul e nos  pontos de revenda Soulvenir no Mercado Público e no Mirante do Morro da Lagoa.

Nas nossas redes sociais, a gente também posta fotos e vídeos. Pra participar, é dôsh toque: usa a hashtag #soubemfloripa com a tua peita, tua toalha manezinha pra aparecer nos nossos canais. 

 

 

Tu também vais poder ver os produtos nos vídeos curtinhos e beeem legais da série Só em Floripa, que vão ao ar todas as semanas na Fanpage do projeto. Já foram cinco episódios. Se tu achas que já sabes tudo da nossa cidade, põe o bagão do olho pra conferir!

 

Uma cidade melhor para as pessoas

Nós da Soulvenir estamos faceiros, faceiros de fazer parte desse projeto porque acima de tudo, é uma ação de boas ideias: usar a zica, o ônsh em vez do carro; reciclar o lixo, ajudar a cuidar bem dereitinho da nossa cidade. Plantar mudas nativas, restaura.r Como não gostar, môsquiridus? 

"Este é o primeiro passo da parceria, que tem duas fases: na largada, o intuito é a conscientização para causas ecológicas, culturais, de proteção dos animais e esportivas, explica Fernando Luz, um dos sócios da Soulvenir.

Na segunda etapa, mais pra frente, o projeto vai repassar uma parte do faz-me-rir arrecadado com a venda para a causa predileta do estimado que levar um produto.


Parte do faz-me-rir vai pra uma boa causa

Ou seja: ao adquirir uma estampa em toalha, chaveiro, camiseta, talicôza,  além de desfilar o orgulho de estar em Floripa e adquirir um produto Soulvenir, tu vais apoiar projetos que promovem a melhoria da qualidade de vida na nossa cidade. Altas ideia né ô? És um monxtro, chefe!

Resumindo: comprasse uma toalha de praia da bucica? Uma parte do dim-dim vai pra ajudar instituições de bem-estar animal. Altos, né?

 

Prêmio nacional

O Santiago Edo, um graúdo e gerente de marketing do Grupo RIC SC, dish que o movimento permite atitudes cidadãs justamente das pessoas que amam Florianópolis. E como não amar, hein, estimados? O Sou Bem Floripa já ganhou até prêmio nacional de responsabilidade social. Não são fracos os quiridus! 

Sempre que tiver novidades dessa parceria, a gente posta por aqui.
Até a próxima, estimados! 

 

As peitas, as camisetas manezinhas estão entre as másh quiridas na Soulvenir. Mas a gente tem presentes que cabem realmente no teu bolso, pelo preço e pelo tamanho. Ixpia a nossa seleção:

:: Ixpia a nossa loja virtual com produtos manezinhos

:: Perdesse uma postagem? Aqui tem todas do Blog!

:: Já curtisse a Soulvenir no Facebook e no Instagram ?

 

1. Chaveiro (R$ 12)

Vásh dirigir o teu possante? Quésh um chaveiro que deixa claro que tu és mané? Esse é pra ti. São 15 tipos à tua escolha. Dá pra comprar uma carrada, né, quiridu? Põe o bagão do olho nas opçõnsh:

 

2. Imãnezinhos (R$ 10)
Uma raça leva ímã de geladeira de presente quando viaja. A porta da casa do quiridu é socada de lembranças miudinhas desse mundaréu. Podiscrê: o ímã que tem expressões manés vai ganhar altos destaque. São 30 opçõnsh e todas elas tu encontras aqui: https://soulvenir.com.br/imas

 

 

3 Porta-copos (R$ 29,90 o jogo com 6)

Vásh receber os quiridus pra tomar uma cerveja Cozalinda, parceira da Soulvenir? Quésh impressionar as visitas na hora de arrumar a mesa? Dissetôlu e leva um desses kits, estimado! São quatro opçõnsh e cada joguinho tem 6 porta-copos. São dôsh tipos com expressões, um só com altas imagens de praias de Florianópolis e o último só com lugares históricos. Os porta-copos são bem resistentes à água e duram uma cara, uma cara. Ixpia todos os modelos.

 

4. Manezivos (R$ 10)

Esses aqui os guri piqueno (e uns marmanjos também) fico aloprado, querem sair colando no carro, no vidro da casa, na prancha, no vidôguême, em tudo que é lugar, medêshducéli. Tem várias opçõnsh de bucica, de môquirido e tudo másh. Nesses tempos que tu já vêsh de longe que o cara é gringo com a placa preta, tu já podes identificar teu possante com um manezivo pra deixar claro teu orgulho de ser manezinho. Dá uma olhada nos modelos. https://soulvenir.com.br/adesivos

 


Além da Loja Virtual, tu ainda encontras esses produtos na nossa loja no Shopping Iguatemi (2º piso) e na Kombucica, que fica na cara do gol, bem na entrada do Floripa Shopping.

Se tiveres participando de evento no CentroSul, ali também tem uma loja exclusiva Soulvenir.

 

 

Direção Ascendente

Itens 1 para 10 do 43 total

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5