O dia da mentira não foi inventado por um manezinho. Mas môquirido, pode ter certeza que foi aperfeiçoado por esses estimados que começam com uma história verdade másh aumentam tanto, tanto, tanto que pra acreditar, ó, tu tens que tar batendo os costados.
Dijaôji chamam de Stand up, não sei mági o que. Mas pra tu rir, senta do lado de um manezinho bom de história, de mentira e só fica de butuca!

 

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Testemunha
Tem roda de pescador esperando lanço de tainha? Estimado, te aprepara porque lá vem mentira de manezinho! Tirôso que é bom tem testemunha, e invoca sempre o estimado ou estimada pra confirmar a história “prá não deixar mentir sozinho”.

Outro dia, a gente até falou que se existissem as olimpíadas manezinhas, contador de mentira seria uma das provas mais importantes dos jogos manés

 

Pendura o coleirinha
Quando tem uma rodinha de três, logo chega mais um, procura um lugar pra pendurar a gaiola do coleirinha ou se cara for moderno, um lugar pra amarrar a bucica. Aí vem histórias que nem essas quatro histórias que a gente já ouviu pelaí pela Ilha de Santa Catarina.


1. Quando tu ver, já foi!
Tem uma do Seu Marte, tiroooso conhecido do interior da Ilha. Um dia ele passou dijerim, dijerim pelo bar, os estimados dizendo “O marte, para aí, môquirido, onde tu vásh nessa puada? Para um pouco aqui e conta uma história pra gente”. O Marte, malino, nem diminuiu o passo e já deu-le no meio: “não posso, tenho que correr atrás do meu sabiá que fugiu carregando gaiola e tudo”.

2 Que nem cavalo
Teve um tempo, antes ainda de ter mangueira e muito menos caixa d’água, que a água vinha dos morros guiada por bambus que eram encaixados um no outro e amarrados. Pois um dia deu um problema, o seu maneca teve que tirar os bambus que tavam velhos. Mas tu te acreditas que mesmo assim a água continuou descendo o morro, fazendo a curvas bem dereitinho? “É que a água acostumou, que nem cavalo que conhece o caminho, não tem?


3. Pescaria com hora certa
Ali mesmo perto da Ponte Hercílio luz dá uns meros, ums bagres de uns quase 100 quilos. Dia desses, o Sebastião pegou um, na linha mesmo, um baita. Quando o Sebastião abriu a barriga do Mero, não é que tinha um relógio de parede, e marcando as horas bem dereitinho? 15 pras 4!


4. Túnel do continente pra Ilha
Essa fásh tempo, mas é verdade: da época que a Ilha tava assim de roça de mandioca. Dava cada uma nega-velha de grande. Tão grande, mas tão grande que chegavam a fazer túnel debaixo da terra: uma mandioca ia ali perto do Estreito até ali perto da beiramar.

Mas grande mesmo era a que plantaram na Ilha do Campeche e chegou no continente. Era tão grande, másh tão grande que dôsh tatu chegaram a atravessar da Ilha pro continente só no buraco da raiz. Tu te acreditas?

Até a semana que vem, môsquiridus!